segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

FAINA FLUVIAL NO DOURO


FAINA FLUVIAL NO DOURO

Exposição de desenho e pintura coordenada pela Árvore e Museu do Douro
Tipo:
Rede:
Global
Início:
Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010 às 18:00
Fim:
Domingo, 4 de Abril de 2010 às 18:00
Local:
Museu do Douro
Rua:
Marquês do Pombal
Cidade/Localidade:
Peso da Régua, Portugal

Descrição

A Árvore tem o prazer de se associar ao Museu do Douro na realização e coordenação da exposição FAINA FLUVIAL NO DOURO, inserida na acção cultural RIOS DOURO, a inaugurar no dia 29 de Janeiro de 2010, pelas 18h00, no Museu do Douro (Régua).

A ver até 4 de Abril.


Esta mostra é constituída por 29 obras, seleccionadas pela Árvore, onde estão representados 8 dos mais emblemáticos artistas portugueses, na ilustração do tema "Faina Fluvial no Douro". São eles: Abel Salazar, Álvaro Rocha e Eduardo Luís, Amândio Silva, Augusto Gomes, Guilherme Camarinha, Júlio Resende e Sousa Felgueiras.


Como é habitual desta mostra surgirá um livro, com coordenação editorial da Árvore, onde estarão reproduzidas as imagens de todos os trabalhos expostos, com texto de Laura Castro.


"[...] A expressão faina fluvial surgiu numa exigência relativa a cinco artistas que, no ano de 1962, concorreram a um lugar de professor na, então, Escola Superior de Belas-Artes do Porto. Ao concurso na área de Pintura, designada por 5º Grupo, apresentaram-se Amândio Silva (1923-2000), Augusto Gomes (1910-1976), Guilherme Camarinha (1912-1994), Júlio Resende (1917) e Sousa Felgueiras (1930). O tema da prova de grande composição a que deviam dar resposta era Faina Fluvial no Rio Douro. As peças da presente exposição são o resultado do exercício proposto aos candidatos e é dentro destes limites que devem ser entendidas [...]

Começaremos pela inclusão do trabalho de Eduardo Luís e Álvaro Rocha: Estaleiros de Miragaia de grande dimensão, pertencente ao Arquivo Histórico Municipal – Casa do Infante, no Porto. A ressonância histórica que ecoa nesta obra, alusiva aos estaleiros de construção naval, articula-se com uma enorme sensibilidade formal e estética que a torna, simultaneamente, numa curiosidade no âmbito da pintura de Eduardo Luís e numa reinterpretação visual de uma actividade económica vital para a região do Porto e para momentos determinados da sua história. Tratando-se de uma peça que revisita outra época e a traduz num gosto linear, a sua leitura será obviamente diversa da que fazemos da pintura de outros autores. A obra de Abel Salazar desenvolvida na ribeira, com a qual o Porto ganha um registo pictórico das cenas da descarga do carvão, dos mercados, dos armazéns de vinho do Porto, esses sim vistos pelo artista e captados num gosto epigonal de trabalho sobre o motivo. O modelo singular e ecléctico de Abel Salazar, fascinado quer por sinais impressionistas, quer por sinais do barroco europeu, resultou em obras de grande vibração cromática e sentido atmosférico [...]"
Excertos de texto de Laura Castro "A invenção do Douro", in catálogo da exposição, Janeiro 2010

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