segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Josh White Jr.


Josh White Jr.

Tipo:
Rede:
Global
Data:
Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
Hora:
21:30 - 23:30

Descrição

De 30 de Janeiro a 5 de Fevereiro, sempre às 21h30, a Culturgest recebe a segunda edição do ciclo Hootenanny, comissariado por Ruben de Carvalho. Dedicado ao blues, este ciclo, que inclui concertos, filmes e uma masterclass de guitarra, traz-nos alguns dos maiores nomes deste género musical, ao mesmo tempo que presta homenagem aos ícones do passado. Hootenanny é uma expressão antiga que significa festa, neste caso ao som da música do diabo – os blues.

Os bilhetes para os concertos têm um preço único de 5 Euros, exceptuando Corey Harris and the Rasta Blues Experience (18 Euros, menores de 30 anos: 5 Euros).
A entrada para as projecções de cinema é gratuita, mediante o levantamento de senha de acesso 30 minutos antes da sessão, no limite dos lugares disponíveis.
A Master Class de guitarra tem o preço de 10 Euros.

Ruben de Carvalho apresenta assim o ciclo:
Tecnicamente, trata-se de uma estrutura musical de doze compassos divididos em três frases de quatro compassos que se organizam em torno de três acordes (tónica, subdominante, dominante) alternando a voz ou o instrumento segundo um esquema AAB marcado pela alteração da terceira e sétima nota da escala diatónica (notas blue) cuja origem é habitualmente atribuída à influências das escalas pentatónicas africanas. Pode ser assim ou não exactamente assim, porque nos blues o essencial são os intérpretes. Os blues têm uma data de nascimento oficial: 14 de Fevereiro de 1929, quando a editora discográfica Okeh lançou um disco de Mamie Smith com um tema intitulado Crazy Blues. Passou-se isto em Nova Iorque, mas toda a gente está de acordo que os blues se formaram antes, ao longo do século XIX, entre a população negra dos estados do Sul, com destaque para o delta do Mississipi, a que o musicólogo Alan Lomax chama «a terra onde os blues começaram». Foi também a Lomax que o cantor de blues Leadbelly explicou: «Quando lá pela noite dentro andas dum lado para o outro e nada te deixa contente, faças o que fizeres, então os Velhos Blues apanharam-te». Em 2009 o Hootenanny foi dedicado a um dos berços da folk branca, as montanhas Apalaches; em 2010 procuraram o que Duke Ellington chamou a «folk music do povo negro», os blues. Começaram no Delta, mas, da Louisiana a Chicago, da pop ao rock, com passagem pela música erudita, são hoje uma influência essencial de toda a música popular, em particular, naturalmente, da que se faz nos Estados Unidos. Falar-se-á de duas figuras essenciais da história, Josh White e Robert Johnson. Veremos imagens e filmes, ouviremos falar deles, escutaremos a sua música pela voz autorizada de biógrafos: Josh White Jr. e Elijah Wald. Josh White Jr. fará ainda um workshop dedicado à técnica única de guitarra do seu pai. Ouviremos um dos mais prestigiados jovens pianistas de blues, Henry Butler e o grupo do guitarista Corey Harris, um dos mais importantes expoentes da cena de blues actual. Ouvir-se-á essa estranha e sensual sedução da devil’s music, da música do diabo – dos blues.

No dia 2 de Fevereiro, o concerto de Josh White Jr, herdeiro legal e de arte do seu pai. Josh White Jr., nascido em 1940, inicia a carreira aos 4 anos com o pai, estabelecendo com ele uma parceria de 17 anos e que passa pelos discos, pela televisão e por digressões mundiais. Ao longo da sua carreira apresenta-se como cantor, compositor, actor e guitarrista, da folk/blues, da pop, do jazz, para adultos e para crianças. Tem colaborações com gente tão inesperada como a irmã Beverly White, o actor James Earl Jones, o ex-presidente Jimmy Carter, o pugilista Muhammad Ali ou o cantor Frank Sinatra. Em 1984 o disco Jazz, Ballads & Blues, de homenagem ao pai, é nomeado para um Grammy na área de jazz instrumental. É, além de músico, professor e activista social.

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