quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sete Colinas


São sete as colinas que me envolvem, são escorregadias como a seda, confundindo-se até com pedaços de espelhos espalhados, reflectindo os raios de sol por todo o lado, a luz confunde-me, lança-me falsos alarmes. Amo o céu, e venero o mês de Janeiro. Não faço a mínima ideia desta minha paixão? Mas talvez seja por ele ser o primeiro, não existindo melhor amor do que o primeiro, pelo menos até aparecer o segundo e depois o terceiro. Por vezes subo o que desci, mas geralmente amo o que vi, Encontro-me encaixado num amontoado de corpos que dividem o espaço por entre si. Junto ao rio as gaivotas parecem perdigotos insuportáveis, desafiam à vez o macho reinante, velho pavão de penas baças e entrelaçadas, As crianças parecem felizes, correm satisfeitas e ensinam-me a perceber o que poderá ser a felicidade, Não quero lembranças que me tragam a realidade, Fico um pouco enlouquecido com a mais simples prova de felicidade, mas longe está o meu regresso. Pois o passado deixou-me marcas ou cicatrizes, são elas a minha tatuagem, são marcas no coração que me tiram a razão. Fico sozinho no parque, será que sinto falta da amizade? Tenho amigos perdidos no tempo, e sei que ficam por lá. O pneu preso à arvore, fica à espera que eu balance nele, Embalo-te como faço a um petiz feliz! Queres? Mas. Não o podes fazer! Janeiro já está no fim, e quem chega é o Fevereiro. Olá Fevereiro, Queres ser o primeiro? Sempre o eterno segundo. Parto rumo a algum lado. Sigo o voo dos pássaros que me evitam, Junto-me à natureza. Envolvo-me no nevoeiro que me esconde de ti. Bom Norte

1 comentário:

Adelina disse...

Com o Fevereiro chegam também a primeiras andorinhas,e significa que é prá frente,pelo Março,Abril etc...que a vida renascerá,e assim os dias consequentes uns aos outros também nos trarão mais e mais poemas com esta beleza,que já referi.
Bem haja