quarta-feira, 3 de abril de 2013


Fotografia consentida para a construção de um um texto do meu amigo Ricardo Wallis.

Eu.

Os meus olhos são os meus melhores trabalhadores.
Giram em redor da terra, mostram-me a felicidade quando me falta coragem para chorar.
Olho a flor do campo que se abre todos os dias, a dose exagerada de cafeína faz com que eu sonhe acordado.
Não sabes quem sou, mas ofereço-te o sol.
Nem quero acreditar que a terra gira ao seu redor, mas que a água do rio continua sempre fria em Fevereiro.
A viagem revela-me uma cartografia errada, o pelourinho casou com a terra sem nunca a sua raiz se soltar.
Novidades campestres que a minha janela me oferece, perfume, cor e diagrama sazonal pentagrama que me pica o dedo e faz-me gritar.
Viva o Rei! Abro o aberto e fecho o fechado.
O nevoeiro afastou o monarca para longe de nós e a sua ténue silhueta ilumina o sol.
As minhas mãos protegem o pavio da chama do amor.
Adoro a cor da lava do vulcão, adoro o cheiro da gasolina misturada no gasóleo.
Louca alquimia que se juntou ao humano, anulando por completo a cor do sangue,
Separa o branco do negro pois o escuro não me seduz.
Branca é a farinha que eu amasso sem medo de sujar as minhas mãos.

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